O Centro de Arte Flamenca de Campinas foi fundado no início de 1997, com o objetivo de divulgar a Arte Flamenca, tão apreciada pelo público brasileiro porém tão pouco divulgada.
A idéia de uma escola especializada em flamenco foi sendo cultivada pela bailaora e coreógrafa Lu Garcia, durante os vários anos em que trabalhou com o ensino de dança flamenca em escolas de dança multi-disciplinares na cidade de Campinas/SP. Durante este tempo se tornou claro para ela que o flamenco, com suas características próprias, necessitava de um espaço específico que permitisse aos alunos um convívio pleno com a arte, incluindo aulas com música ao vivo, aulas específicas de ritmos flamencos, entre outras.
A inclusão de outras aulas especificas de elementos flamencos, como guitarra flamenca, cajón e castanholas também contribuiriam para a difusão do flamenco e a criação de uma atmosfera flamenca. A escola foi inaugurada em fevereiro de 1997, com a aula inaugural ministrada pela bailaora e coreógrafa Déborah Nefussi, diretora do RAIES, dança e teatro de São Paulo.
O
ano de 1997 já foi marcado
por vários eventos importantes
como o curso ministrado pela maestra
La China, da escuela Amor de Dios
(Madri), o primeiro prêmio conquistado
no oitavo Festidança (primeiro
lugar na categoria Amador, em São
José dos Campos/SP) e a fundação
do Compás - Grupo do CAF (em
agosto, por meio de audição
cuja banca julgadora foi coordenada
pela bailaora Teresa Artigas). O ano
foi concluído com a apresentação
do primeiro espetáculo da escola
em dezembro de 1997.
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Desde então o Centro de Arte
Flamenca tem conquistado espaço
junto ao público e a comunidade
de Campinas e região, tendo
participado e contribuído para
a realização de vários
eventos importantes entre os quais
as 6 Semanas Espanholas de Campinas
(1997 a 2002), as 2 edições
do Galleria em Compasso (98,99) e
a apresentação dos espetáculos
"Desde Cai a Sevilla" (98),
"Ruta Flamenca" (98,99),
"Como Nada, Como Nunca, Como
Siempre" (99), "Imagenes
Flamencas" (2000), "Te Lo
Dice Camarón" (2001),
"Del Amanecer" (2002) e
"La Leyenda del Tiempo"
(2003), Tauromagia (2004) e O Amor
de Dulcinéia (2005), “Faces”(2006)
e “Diez” (2007) nos teatros
municipais José de Castro Mendes
e Centro de Convivência Cultural,
além de espetáculos
e workshops com artistas flamencos
do Brasil e do exterior.
Como recompensa ao trabalho realizado
desde então, o reconhecimento
à contribuição
cultural do Centro de Arte Flamenca
de Campinas para a comunidade campineira
foi materializada com o recebimento
em 1998, do prêmio Carlos Gomes,
outorgado pela Secretaria de Cultura
da Prefeitura de Campinas a artistas
e empreendedores culturais que se
destacaram no cenário cultural
da cidade. |